segunda-feira, fevereiro 29, 2016

As cinzas do palácio refulgem,
os padrões dos clãs ardem às cores,
tropas caem ao som dos tambores,
das civilizações a penugem.

Textos e quadros o vento varre
como a História cai no 'squecimento,
hoje é d'ontem o apagamento,
abismo sem nada que o agarre.

Amor, ódio, licores, absintos,
guerra ou paz, fenómenos extintos
quais do sol brilhante o eterno eclipse.

Piedade é só mais um termo vão,
humanidade outra ex-criação,
que eterno é só o apocalipse.